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As mandalas estão presentes em diversas culturas espalhadas por todo o mundo em diferentes épocas da história, e com isso, também podemos encontrar belíssimas mandalas no mundo cristão. As mandalas de tradição cristã mais conhecidas encontram-se sobretudo nas igrejas ou nas imensas catedrais do período gótico sob a forma de rosáceas, ou seja, os belos vitrais coloridos em forma circular onde através da passagem da luz pela cor, tinha-se a intenção de transmitir um maior contato com a espiritualidade e a ascensão ao sagrado. Mas há outras mandalas cristãs, além das rosáceas, que valem à pena serem conhecidas e santa Hildegarda de Bingen, através de suas iluminuras do século XII, foi a responsável por algumas das mais belas realizadas até hoje.

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Mas quem foi Hildegarda de Bingen ?

Hildegarda de Bingen (em alemão Hildegard von Bingen) é uma santa, também proclamada doutora da igreja pelo papa Bento XVI em 2012. Mas Hildegarda ainda nos reserva muito mais de seu percurso de vida: ela é uma mística do século XII, uma mulher à frente de seu tempo com idéias novas e uma grande atitude e integridade calcada na sua fé por Deus e em sua força de vontade.

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Hildegarda de Bingen tornou-se conhecida por suas visões vindas da Luz Viva (la Lumière Vivante, em francês), que seria, na verdade, o próprio Espírito Santo. Luz Viva foi o nome que Hildegarda usou para descrever essa forte luz, de um brilho intenso e profundo, cheia de mistério e sabedoria, que ardia num grande amor indescrítivel quando ela a via, a ouvia e a sentia em suas visões. Tudo o que Hildegarda fez, escreveu, compôs e deixou como legado, ela remetia e agradecia à essa Luz Viva que a acompanhou em seu árduo e vasto trabalho por toda a sua vida. Na verdade, Hildegarda nunca assumiu sua obra como sendo dela e sim, como uma obra vinda do Criador onde ela era apenas Seu veículo.

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Além de mística, Hildegarda foi teóloga, compositora, médica, terapeuta, naturalista, poetisa, dramaturga e abadessa do mosteiro de Rupertsberg. Como compositora, Hildegarda deixou músicas maravilhosas que buscam o bem-estar e a elevação interior em comunicação e sintonia com Deus. Num estudo feito nos EUA, foi concluído que a música de Hildegarda possui a mesma ressonância do Número de Ouro encontrado na Catedral de Chartres, na França. Além disso, a música de Hildegarda transmite calma e harmonia e sua vibração permite tanto elevar como equilibrar as pessoas que a escutam assim como o local onde ela é tocada. Hoje em dia, é possível encontrar vários CDs com a música de Hildegarda de Bingen ou mesmo escutá-la pela internet!

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Num período da História onde várias pessoas buscavam na mortificação, uma maneira de penitenciar-se por seus pecados ou ainda, buscar o Cristo através da dor, Hildegarda pregava que o Reino dos Céus é pura beleza e que deveríamos, antes, buscar a beleza (e não o feio, a dor ou o sofrimento) para nos aproximarmos de Deus. Sendo Deus, AMOR, o melhor caminho para chegar até Ele é viver o amor no dia-à-dia, nas coisas simples e claras da vida, na beleza que trazemos conosco e que está ao nosso redor - beleza essa que nos leva ao Criador. Ao falar da beleza, Hildegarda mencionava a beleza da criação, a beleza do homem como criação divina suprema, a beleza espiritual, a beleza da divindade, a beleza que pode ser manifestada nas artes - a beleza que não tem pacto com o plano da vaidade! A música de Hildegarda transmite essa beleza! 

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Como dramaturga, Hildegarda criou um drama litúrgico (algo entre o teatro e a ópera) chamado ORDO VIRTUTUM que mostrava o combate das Virtudes contra os Vícios. Para Hildegarda, os vícios são os principais responsáveis pelo desvio do homem no caminho que o leva à Deus. Através dos vícios (vaidade, amor das coisas terrenas, falta de moderação etc) o homem afasta-se de sua essência sem perceber, muitas vezes, que está escolhendo um caminho que pertence ao mundo mas não à sua essência sagrada - sua alma! Os vícios trazem a escuridão e o homem, por excelência divina é um ser de luz em sua essência profunda. Sendo os vícios liderados pelo demônio, este último, no final da peça, via-se derrotado e humilhado pela força divina que é sempre vencedora. Tal representação chocou muitos religiosos da época pelo fato de Hildegarda e de suas irmãs terem os cabelos soltos e usarem outras vestimentas que não fosse o hábito próprio das irmãs durante as representações. Essa ousadia (entre outras), levou Hildegarda e sua Abadia à enfrentar represálias vindas do clero, sendo várias vezes punida pela sua determinação em dizer não às ordens que lhes eram dadas. Hildegarda não tinha nenhuma intenção em desrrespeitar as regras monacais e seu voto de Obediência, porém, em seu coração ela sabia que a primeira obediência era antes devida à Deus e não aos homens, Mesmo que estes fossem seus superiores religiosos. Não foram poucas vezes em sua vida que Hildegarda viu-se em situações complicadas e difíceis onde ela podia apenas contar com sua fé e sua confiança em si e mas antes de tudo, em Deus e Sua Luz Viva! E por tanto confiar no Criador, ela nunca foi desamparada ou abandonada.

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Em seus discursos, Hildegarda buscava sempre combater as heresias que ameaçavam a igreja católica pois para ela, o centro de tudo era o Cristo e nada deveria desviar a igreja Dele (antes a Fé que a instituição simplesmente!). Em suas pregações, também condenava com muita coragem e veemência os vícios e abusos do clero – tudo isso num século em que não era nada fácil e comum para as mulheres participarem das decisões políticas e religiosas e/ou se destacarem da maneira como Hildegarda vinha fazendo, sobretudo diante das autoridades eclesiásticas e nobres da época. Nem é preciso dizer aqui que, por conta de tais atitudes, Hildegarda nem sempre foi apreciada pelo clero e muitas vezes, precisou ultrapassar vários obstáculos para pode se afirmar num mundo onde as leis eram feitas somente por e para os homens!

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Hildegarda reconhecia o valor da mulher e sua igualdade perante o homem. Em seus escritos, ela relata o valor extremamente importante da mulher na Criação. Sobre esse tema, ela diz: "Porque uma mulher trouxe a morte (Eva), uma outra mulher, uma virgem de luz a aboliu. Assim, a benção suprema repousa sobre a mulher antes de qualquer outra criatura. Afinal, Deus tornou-se homem através da doce e bem-aventurada Virgem Maria." Hoje as mulheres têm mais voz do que em qualquer outro período da História, no entanto, nem sempre foi assim e levando isso em consideração, vemos como Hildegarda foi uma mulher à frente de seu tempo. Embora ela também tivesse seus temores interiores, Hildegarda os enfrentou com coragem pois "elevar a mulher sobre todas as criaturas terrenas, dizer que sobre a mulher repousa a benção suprema e mostrar o seu valor num texto religioso" em pleno século XII era algo ousadíssimo e que exigia, no mínimo, uma boa dose de coragem e fé - e Hildegarda possuía tudo isso e mais! Se refletirmos bem, embora estejamos em pleno século XXI, ainda há lugares no mundo onde tais afirmações resultariam facilmente na morte do indivíduo que as proclamasse e onde, infelizmente, a mulher é ainda massacrado pelo simples fato de ser mulher. O que pensaria Hildegarda à esse respeito hoje?

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Hildegarda é considerada uma das primeiras naturopatas e representantes da medicina holística no mundo ocidental. Ela nos deixou um imenso legado relacionado à alimentação natural, à cura pela alimentação e mesmo à prevenção de doenças pela alimentação. Embora menos conhecida, a medicina de Hildegarda de Bingen está no mesmo patamar que medicinas respeitadas e de grande seriedade como a Ayurveda e a Medicina Chinesa. Muitos de seus escritos sobre a utilização de plantas no tratamento e na cura de algumas doenças vieram e ainda continuam sendo  comprovados pela ciência e pela experiência de vários médicos, naturopatas, fitoterapeutas, enfim, profissionais de respeito e também pessoas ligadas à medicina e à busca de uma alimentação, de um acompanhamento médico (e da cura) que respeite o corpo, o próprio alimento e o meio-ambiente (um assusto em constante pauta nos dias de hoje mas que já era uma realidade para Hildegarda de Bingen).

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E também, além do alimento, a medicina hildegardiana leva em consideração o interior da pessoa, ou seja, suas emoções, seu mental e claro, sua espiritualidade pois para Hildegarda, a doença é a conseqüência direta de uma alma em desiquílibrio e por isso, é preciso tratar a doença no plano físico e o mal que aflige a pessoa no espírito para que a cura verdadeira seja feita: "Nossa vida provém da energia divina que está impregnada em nosso corpo." Hildegarda chega mesmo à receitar a boa palavra, a boa escuta, a disciplina dos bons pensamentos para manter o corpo e o espírito sãos! Um assunto extremamente moderno vindo de uma religiosa do século XII !

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No entanto, a medicina hildegardiana permaneceu esquecida durante muitos anos até que no fim da II Guerra Mundial, o médico alemão Gottfried Hertzka encontrou alguns escritos de Hildegarda, passou à estudá-los, experimentá-los e, então, tratou vários de seus pacientes com as receitas, recomendações e cuidados preconizados por Hildegarda. Com o tempo, ele observou que seus pacientes ficavam curados e melhoravam consideravelmente não apenas no plano físico mas também emocionalmente e espiritualmente pois a medicina de Hildegarda está ligada diretamente ao divino, à uma espiritualidade sã, que leva a pessoa à tomar consciência de sua maneira de viver, de se relacionar consigo, com os outros e com o mundo. Ciente disso, a pessoa sente a necessidade de mudar e adota uma nova postura obtendo uma qualidade de vida superior à que vinha tendo até então.

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Após a morte do Dr. Gottfried Herzka, seus trabalhos foram retomados pelo Dr. Wighard Strehlow na "Maison de Cure" (Casa da Cura) no Lago de Constança, na Alemanha. Fiel representante da medicina de Hildegarda pelo mundo, o Dr. Wighard Strehlow escreveu vários livros sobre a alimentação natural e a aplicação da medicina e da terapia de Hildegarda de Bingen. Posteriormente, com a divulgação desse trabalho, muitos outros médicos, naturopatas, terapeutas etc abraçaram esta medicina mais próxima da natureza, da espiritualidade e de um modo de vida são (sobretudo, na Europa). Além de falar sobre as plantas e suas utilizações na cura e na alimentação, Hildegarda também escreveu sobre o uso medicinal dos minerais e pedras preciosas (a litoterapia) ressaltando suas qualidades e seu uso para diversos males. Neste assunto, o alemão Michael Gienger, renomado litoterapeuta, também afirma que os minerais aconselhados para os tratamentos diversos recomendados por Hildegarda de Bingen foram muito bem escolhidos devido às propriedades que cada um deles possui. Tanto Michael Gienger como o Dr. Wighard Sthrelow escreveram um livro que trata do uso terapêutico dos minerais aconselhados por Hildegarda de Bingen. Sendo uma religiosa, Hildegarda de Bingen nos deixou muitas orações mas uma das mais belas chama-se justamente "Oração do Topázio Imperial"!

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Para quem deseja conhecer mais sobre a medicina de Hildegarda de Bingen, há uma vasta literatura sobre este assunto - entre outros - relacionados à essa grande mulher. Nunca é demais lembrar que há também a literatura deixada pela própria Hildegarda que vale à pena ser lida, como seu livro SCIVIAS, do latim, «Conheça os Caminhos», escrito por volta de 1151. A maior parte de seus escritos foram reunidos em um grande livro – o Riesencodex – e estão conservados na Biblioteca Regional de Hesse à Wiesbaden, na Alemanha. Os escritos de Hildegarda tratam diversos temas: teológicos, composições musicais, plantas, minerais, o corpo humano, doenças, os vícios & virtudes, uma língua desconhecida (criada por Hildegarda), o Ordo Virtutum, louvores e diversas correspondências com grandes personalidades de sua época. Hildegarda também deixou profecias sendo que algumas delas já demonstraram ser verdadeiras. Ela era também conhecida como "A Profeta do Reno" ou "A Sibila do Reno." 

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Muitas das mandalas encontradas nas iluminuras de Hildegarda de Bingen podem ser vistas em seu livro SCIVIAS, onde os originais se encontram na Abadia de Santa Hildegarda de Eibingen, na Alemanha. Essas mandalas são, na verdade, as imagens que Hildegarda de Bingen tinha em suas visões, sempre transmitidas pela Luz Viva e que, em seguida, eram passadas na forma de iluminurassobre pergaminhos que fariam as páginas de um grande livro, conhecido na época como Codex. Hildegarda teve várias visões e não eram todas as visões que tinham essa forma circular, como uma mandala. No entanto, algumas de suas mais  visões são representadas através de uma mandala, de forma belíssima, como podemos ver logo abaixo.

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Hildegarda teve uma saúde muito frágil. Ela passou dias e noites acamada sendo cuidada pelas irmãs de sua abadia. Certa vez, ela chegou até à receber a extrema unção (algo que é dado pelo padre na eminência de morte) para despertar logo em seguida - surpreendendo à todos os presentes! Algumas vezes, sua saúde melhorava somente após Hildegarda receber a Visão da Luz Viva e, em seguida, divulgá-la. Hildegarda dizia que a doença caia sobre ela que ela se manter-se sempre humilde. Humana, Hildegarda também tinha medo da rejeição, das zombarias e do pouco caso que os outros poderiam fazer de suas visões, acusando-a de mentirosa, mistificadora, hereje. Porém, forte de sua fé e sob os conselhos da Luz Viva, Hildegarda enfrentou seus medos e colocou-se à serviço do Altíssimo divulgando o amor de Deus por Seus filhos e filhas e pelo mundo, Sua Criação. Longe de ser um Deus de punição e dor, Hildegarda pregava um Deus de amor - justo - que partilhava seus conhecimentos com Seus filhos através da Luz Viva - da qual Hildegarda era apenas o canal (ela mesmo o dizia) - e proclamava que o homem, sendo filho de Deus, deveria aprender à viver segundo as leis divinas e cósmicas pois agindo  assim, ele faria do mundo o céu sobre a terra: "Viva nesta terra de maneira à torná-la o céu.", dizia Hildegarda.

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Mesmo com sua idade avançada, Hildegarda montou em seu cavalo e partiu em direção às cidades e povoados para pregar a palavra de Deus - o que ela via e ouvia através da Luz Viva. Isso era algo inédito pois as mulheres jamais saíam de seus conventos para pregar, até por questões de segurança. Pois bem, Hildegarda não fez isso apenas uma vez, mas diversas vezes! Ela o fez tanto para levar a palavra de Deus ao povo como também para chamar a atenção do clero à devassidão e ao comportamento que assolava muitos religiosos da época. Alguns deles, muitos arrependidos de seus comportamentos vis, pediram à Hildegarda que ela escrevesse todo o conteúdo de seus discursos para que pudessem ler, refletir e discernir sobre tudo aquilo fora dito e assim, pudessem trabalhar por uma melhora moral e espiritual individual e também em conjunto com seus irmãos religiosos. Enfim, para Hildegarda de Bingen, a mensagem da Luz Viva não era algo que deveria ficar somente entre os religiosos, nobres ou guardados em livros mas também deveria chegar até o povo. A Luz Viva havia lhe dado um imenso conhecimento que Hildegarda desejava profundamente repartir com tudo e com todos. Para ela, através do conhecimento, o homem têm as ferramentas necessárias para mudar, evoluir e se aproximar de Deus. Sobre seu cavalo, ela anunciava a Visão de maneira simples, o que era essencial, sobretudo porque a população da época não sabia nem ler e nem escrever e não dispunha dos meios de comunicação eficazes que possuímos atualmente. 

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Hildegarda partiu para o mundo espiritual no dia 17 de setembro de 1179 e nos deixou um imenso legado onde apenas mencionei uma parte nesse artigo, mas com certeza, ainda trarei mais assuntos ligados à esta mulher excepcional pois há muito o que conhecer sobre o trabalho, os escritos e as sagradas mandalas ditadas pela Luz Viva através de Hildegarda de Bingen. Porém, sendo uma mulher tão espetacular e tendo-nos deixado como legado uma obra tão vasta, porque Hildegarda de Bingen permaneceu esquecida durante tanto tempo? Particularmente, minha resposta mais provável é simplesmente porque Hildegarda, por mais maravilhosa que possa ter sido, era sobretudo, uma mulher. Mesmo sua canonização pela igreja tournou-se uma verdadeira "novela" tendo sido arquivada várias vezes, colocada de lado, esquecida etc. O primeiro pedido de canonização de Hildegarda de Bingen foi feito somente dois anos após a sua morte - em 1181 - mas apenas em 2012, ele foi concretizado! Séculos de espera (embora eu não acredite que Hildegarda se preocupe muito com isso)! Hildegarda viveu e morreu algum tempo antes dos horrores da Inquisão e visto que ela foi uma mulher que não aceitava ordens absolutas, contrariava poderes pré-estabelecidos, enfrentava obstáculos para falar o que via, pensava e sentia - certamente, ela não teria sobrevivo à Inquisão! Ao invés de profeta, teriam-na chamado de bruxa e desta forma, encontrariam uma maneira de calar sua voz. Felizmente para nós, tudo isso é apenas uma suposição e nada disso aconteceu e podemos, então, apreciar, estudar e crescer com tudo o que Hildegarda nos deixou.

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Hildegarda de Bingen é e sempre foi muito conhecida na Alemanha, seu país de origem mas felizmente, seu nome e sua obra vem sendo mais divulgados e certamente, ouviremos falar de Hildegarda de Bingen por todos os cantos do mundo. Se você puder ir à Alemanha, visite a Abadia de Santa Hildegarda que é maravilhosa e muito acolhedora. Reserve uns dias para poder visitar as ruínas de Disibodenberg, a primeira abadia de Hildegarda de Bingen e não deixe de ver o Museum am Strom e o Jardim de Santa Hildegarda (que fica ao lado) na pequena mas bela cidade de Bingen am Rhein, na Alemanha. Com certeza, você sentirá a presença de Hildegarda durante todo este percurso e, junto à ela, a presença divina da Luz Vivante pela qual Hildegarda de Bingen dedicou toda a sua existência. 

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Agradecimentos ao blog Tempo de Mandala (tempodemandala.canalblog.com) por ter cedido gentilmente o texto para publicação neste blog e permitiu alguns acréscimos ao seu conteúdo.

Para ver este texto (original) no blog TEMPO DE MANDALA, basta clicar aqui:

Hildegarda de Bingen: suas Mandalas, seu Legado! 

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