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  • 1098: Nasce Hildegarda em Bermershein nas proximidades de Alzey (Alemanha);
  • 1100 : Primeira visão relatada por Hildegarda de Bingen: “No ano 1100 após a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, a doutrina dos apóstolos e sua brilhante justiça trazida aos cristãos e aos religiosos começava a se enfraquecer e à ser colocada em dúvida. Foi nessa época que eu nasci e que meus pais me ofereceram (com certa tristeza) à Deus; no terceiro ano de minha tenra idade, eu vi uma grande luz que tocou toda a minha alma. Mas por causa de minha infância, eu nada pude dizer.”
  •  por volta de 1112: Ainda criança, Hildegarda entra no mosteiro de Disibodenberg, entre os rios Nahe e Glan, perto do Reno (Palatinado, Alemanha). Esta comunidade religiosa de mulheres era, então, dirigida por Jutta de Spanheim;
  •  1136: Hildegarda se torna abadessa do convento que, sob sua direção, conhece « novos ares » e uma grande expansão;
  • 1141 : Hildegarda tem 43 anos e 7 meses quando ela escuta as palavras que mudarão para sempre a sua existência : «Deixe que os prodígios que você vive sejam conhecidos! Escreva-os e fale (o que você vê) ! » Á partir desse momento, Hildegarda escreverá e divulgará suas visões que, até então, apenas a abadessa Jutta de Spainhem e seu confessor, o monge Volmar estavam cientes ;
  • 1141 à 1151: Hildegarda trabalha em sua obra SCIVIAS, que possui composições musicais diversas e também o drama lírico Ordo Virtutum;
  •  1147-48: Sinôdo de Trêves: o papa Eugênio III aprova os escritos de Hildegarda;
  •  1150: Após inúmeras batalhas contra os monges do mosteiro de Disibondenberg para conseguir sua independência, Hildegarda vence o combate e se instala com vinte religiosas no novo mosteiro que ela funda em Rupertsberg, próximo à Bingen;
  •  entre 1158 e 1170: Inédito para uma mulher e religiosa, Hilldegarda faz quatro viagens para pregar em público em lugares variados: Mayence, Wurtzbourg, Bamberg, Trêves, Metz e Colônia (Alemanha);
  •  1158 à 1173: Hildegarda redige o Liber Vitae Meritorum, uma compilação sobre a arte da cura e trabalha sobre o Liber Divinorum Operum;
  •  1165: Hildegarda funda um segundo convento em Eibingen, acima da cidade de Rüdesheim (Alemanha);
  •  1174-75: O monge Gottfried começa à escrever a Vita de Hildegarda (vida de Hildegarda);
  •  1178: Devido à um conflito com o arcebispo de Mayence, o convento de Rupertsberg é punido;
  •  1179 : a punição do convento é retirada ;
  • 17 de setembro de 1179: Morte de Hildegarda em Rupertsberg;
  •  entre 1180 a 1190: O monge Theoderich termina os escritos sobre a vida de Hildegarda que o monge Gottfried havia começado;
  •  entre 1223 a 1237: o procedimento da causa de beatificação e canonização de Hildegarda é interrompido;
  •  1632: o mosteiro de Rupertsberg é destruído durante a Guerra dos 30 Anos1;
  •  1803: Dissolução do mosteiro de Eibingen (época da secularização)2;
  •  17 de setembro de 1904: As beneditinas de São-Gabriel-de-Praga instalam-se na nova abadia Santa-Hildegarda que foi construída no mesmo local do antigo mosteiro de Eibingen;
  •  1978 a 1994: A obra completa de Hildegarda de Bingen é editada;
  •  1979: Aniversário de 800 anos da morte de Hildegarda de Bingen, carta do papa João Paulo II3;
  •  1997 a 1998: Comemoração dos 900 anos do nascimento de Hildegarda de Bingen;
  •  2010: Catequese do papa Bento XVI sobre Hildegarda de Bingen;
  •  10 de maio de 2012: Bento XVI reconhece Hildegarda de Bingen diante de toda a Igreja - "canonização equivalente”4 de Hildegarda de Bingen;
  •  7 de outubro de 2012: Bento XVI proclama Hildegarda como "Doutora da Igreja";

 Notas:

 1 –  A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) é a denominação genérica de uma série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si á partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados: rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais ;

2 – A secularização é um processo através do qual a religião perde a sua influência sobre as variadas esferas da vida social. Essa perda de influência repercute-se na diminuição do número de membros das religiões e de suas práticas, na perda do prestígio das igrejas e organizações religiosas, na influência na sociedade, na cultura, na diminuição das riquezas das instituições religiosas, e, por fim, na desvalorização das crenças e dos valores a elas associados. A partir do século XIX, houve um progressivo declínio da influência das instituições religiosas tradicionais. Este declínio verificou-se tanto na prática dos fiéis, como na dificuldade crescente em recrutar clero para o desenvolvimento e manutenção da instituição ;

 3 - Por ocasião do Ano Mariano, o papa Joao Paulo II escreveu uma Carta Apostólica intitulada Mulieris dignitatem, tratando do papel precioso que as mulheres desenvolveram e desenvolvem na vida da Igreja. "A Igreja – ali se lê –agradece todas as manifestações do 'gênio' feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à fé, à esperança e caridade das mesmas: agradece todos os frutos de santidade feminina";

 4 - Uma “canonização equivalente” geralmente ocorre — como no caso de Santa Hildegarda de Bingen — quando a veneração do santo já está bem estabelecida nas tradições da Igreja, porém, por diversos motivos o processo formal de canonização não foi concluído;

Fonte:

BREINDL ELLEN, Hildegarde de Bingen – Une vie, une oeuvre, un art de guérir en âme et en corps, Ed. Dangles, 1994

DUMOULIN Pierre, Hildegarde de Bingen, Prophète et Docteur pour le Troisième Millénaire, Éditions des Béatitudes

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